"Melhor do que um sonho realizado é ter o direito de sonhar" Antônio
Carneiro de Albuquerque, pernambucano
de Recife, nasceu em 19 de Abril de 1924. Com 10 anos de idade,
exerceu sua primeira profissão: a de lateiro. Desde muito cedo se
empenhara na busca de novos desafios. Casou-se com Auta Paulina,
em 1944, mudando-se em seguida para a cidade de Campina Grande na
Paraíba, onde montou, em sociedade com mais dois companheiros, um
posto de molas para caminhão sob o nome de Molas Paraibanas, do
qual tornou-se mais tarde o único proprietário.
Como todo bom nordestino os filhos vieram, somando-se a eles as
dificuldades da época. Para mantê-los, resolveu por bem se mudar
para Itabuna, na Bahia, terra do cacau e de grande prosperidade,
onde permaneceu por cerca de 3 anos. Já em 1951, sem qualquer perspectiva
de melhoria de vida, optou por mudar-se para Belo Horizonte, capital
das Minas Gerais, sempre levando consigo as Molas Paraibanas, empreendimento
que iniciou na Paraíba. Contudo, foi em Uberlândia, já no ano de
1952 quando chegara à cidade, que ele conseguiu realizar o seu maior
sonho desde então: criar algum dispositivo que impedisse o furto
de sua camionete azul StudBaker. Utilizando uma embalagem de talco,
ele colocou um contato elétrico feito com uma lâmina em forma de
pêndulo, o qual acionava a buzina. Instalado em sua camionete, o
dispositivo disparava com um leve movimento da carroceria. Sua preocupação
com a segurança do seu veículo era tamanha que os amigos viviam
sacudindo a camionete e diziam:
"- Olha Antônio, estão tentando roubar sua camionete!"
Quando ele ia verificar, percebia que se tratava apenas de uma brincadeira
de "mau-gosto" dos amigos. Pensando como distinguir uma brincadeira
de um provável furto ele teve a idéia de impedir que o veículo saísse
do lugar. Foi a partir de então que nasceu o conceito da Trava Carneiro,
atualmente sinônimo de confiabilidade em sistemas antifurto para
veículos automotores leves e pesados, sendo reconhecida nacional
e internacionalmente.
A consolidação da empresa no mercado se deu graças ao sonho de uma
pessoa que teve uma visão futurística, afinal, no ano de 1961 eram
poucos os automóveis em circulação no país, por ser um bem de consumo
de difícil acesso. "Feliz daquele que acredita num sonho e a partir
dele traça metas, luta por ele, vence barreiras, quebra tabus e
ao final da vida consiga vê-lo realizado e contribuir com a sociedade
para diminuir o furto de veículos". Assim fez Antônio Carneiro
de Albuquerque.
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